General Dynamics F-111 Aardvark: O Pioneiro da Geometria Variável
Pontos principais
- Pioneiro no uso de asas de geometria variável e radar de seguimento de terreno automatizado.
- Realizou mais de 4.000 missões de combate no Vietnã com apenas seis perdas confirmadas.
- Substituído na USAF pelo F-15E Strike Eagle e pelo B-1B Lancer.
O General Dynamics F-111 Aardvark foi um caça-bombardeiro supersônico de médio alcance, agora aposentado, que desempenhou funções críticas de ataque, interdição, bombardeio estratégico (incluindo capacidades nucleares), reconhecimento e guerra eletrônica. Seu nome, "Aardvark" (ouriço-africano), faz referência ao animal africano insetívoro de focinho longo, assemelhando-se ao design da aeronave.

Desenvolvimento e o Programa TFX
Desenvolvido na década de 1960 pela General Dynamics sob o Programa TFX (Tactical Fighter Experimental), idealizado pelo então Secretário de Defesa Robert McNamara, o F-111 foi concebido para atender a necessidades divergentes da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e da Marinha dos EUA (US Navy).
O projeto foi impulsionado por mudanças nas táticas de penetração aérea após o incidente do U-2 em maio de 1960, que revelou a vulnerabilidade de voos em alta altitude diante dos mísseis superfície-ar soviéticos. A solução foi a penetração em baixa altitude, exigindo aeronaves capazes de voar em alta velocidade rente ao solo para evitar a detecção por radar.
Inovações Tecnológicas
O F-111 foi pioneiro em diversas tecnologias que se tornaram padrão na aviação militar posterior:
- Asas de Geometria Variável: Permitiam a transição entre asas estendidas (para maior sustentação em baixas velocidades e decolagens curtas) e asas retraídas (para voos supersônicos).
- Motores Turbofan com Pós-combustão: Proporcionavam a potência necessária para missões de longo alcance e alta velocidade.
- Radar de Seguimento de Terreno (TFR): Um sistema automatizado que permitia o voo em baixíssima altitude e alta velocidade, essencial para a evasão de radares inimigos.
Histórico Operacional
O F-111 entrou em serviço com a USAF em 1967. Uma variante, o F-111C, foi adquirida pelo governo australiano para substituir o English Electric Canberra na Royal Australian Air Force (RAAF), entrando em operação em 1973.
Guerra do Vietnã
A partir de março de 1968, o F-111 foi implantado em situações de combate ativo no Vietnã. A aeronave foi amplamente utilizada na segunda metade do conflito para missões de ataque ao solo em baixa altitude. Durante este teatro de operações, o F-111 realizou mais de 4.000 missões de combate, registrando apenas seis perdas em combate.
Guerra do Golfo
Em 1991, durante a Operação Tempestade no Deserto, os F-111F demonstraram alta eficácia, com uma taxa de sucesso de 3,2 missões de ataque bem-sucedidas para cada missão malsucedida, superando outros caças de ataque dos EUA na operação.
Variantes e Aposentadoria
Além do modelo base, foram desenvolvidas variantes especializadas, como o FB-111 (bombardeiro estratégico) e o EF-111 (guerra eletrônica). Uma tentativa de criar uma versão para porta-aviões, o F-111B, foi cancelada antes de entrar em produção.
Devido aos altos custos de manutenção e cortes orçamentários pós-Guerra Fria, a USAF aposentou sua frota de F-111 na década de 1990, com os últimos F-111F saindo de serviço em 1996 e os EF-111 em 1998. O F-15E Strike Eagle e o B-1B Lancer assumiram suas funções de ataque de precisão e bombardeio supersônico, respectivamente.
A RAAF manteve o F-111C em operação até dezembro de 2010, utilizando o Boeing F/A-18E/F Super Hornet como medida provisória até a chegada do Lockheed Martin F-35 Lightning II.
Perguntas frequentes
Por que o F-111 foi chamado de 'Aardvark'?
O nome deriva do ouriço-africano (aardvark), um animal de focinho longo, devido à semelhança do formato do nariz da aeronave com o do animal.
Qual foi a principal inovação tecnológica do F-111?
As principais inovações foram as asas de geometria variável (swing-wings) e o radar de seguimento de terreno, que permitia voos em alta velocidade rente ao solo para evitar radares inimigos.
O F-111 operou em quais países?
O F-111 operou principalmente nos Estados Unidos (USAF) e na Austrália (RAAF).
Qual foi o desempenho do F-111 na Guerra do Golfo?
Os F-111F tiveram um desempenho excepcional, com uma taxa de 3,2 missões de ataque bem-sucedidas para cada missão malsucedida, a melhor entre as aeronaves de ataque dos EUA na operação.