Biblioteca Nacional da França: História e Acervo
Pontos principais
- Fundada originalmente em 1368 por Carlos V no Palácio do Louvre.
- Atua como repositório nacional através do sistema de depósito legal de todas as obras publicadas na França.
- Possui sedes principais nos sites Richelieu e François-Mitterrand em Paris.
- Abriga o Museu da BnF, que conserva moedas, medalhas e objetos preciosos.
A Biblioteca Nacional da França (Bibliothèque nationale de France, BnF) é a instituição bibliotecária central da França, sediada em Paris. Atuando como o repositório nacional, a BnF é responsável por coletar, conservar e disponibilizar todo o material publicado em território francês, garantindo a preservação da memória intelectual e cultural do país.
Atualmente, a instituição opera em dois locais principais: o site Richelieu e o site François-Mitterrand. Além de livros e manuscritos, a BnF abriga objetos preciosos e obras de arte que são expostos no Museu da BnF (anteriormente conhecido como Cabinet des Médailles), localizado no site Richelieu.

Missão e Administração
A BnF é um estabelecimento público sob a supervisão do Ministério da Cultura da França. Suas principais atribuições incluem:
- Constituição de Acervos: Coleta de cópias de obras publicadas na França, que devem ser depositadas na instituição por força de lei (depósito legal).
- Conservação: Preservação a longo prazo de documentos físicos e digitais.
- Acesso ao Público: Disponibilização do acervo para pesquisadores e o público em geral.
- Produção Bibliográfica: Elaboração de catálogos de referência e cooperação com instituições nacionais e internacionais.

História e Evolução
Origens Reais (Séculos XIV - XVI)
A origem da BnF remonta à biblioteca real fundada por Carlos V no Palácio do Louvre em 1368. Carlos V, incentivador das artes e das letras, herdou manuscritos de seu predecessor, João II, e contratou escribas como Nicholas Oresme e Raoul de Presles para transcrever textos antigos. No entanto, essa coleção inicial foi dispersa em 1424, quando o Duque de Bedford, regente inglês da França, transferiu os livros para a Inglaterra.
Uma nova coleção foi iniciada no Louvre sob Luís XI em 1461, impulsionada pela invenção da imprensa. Ao longo dos séculos XV e XVI, a biblioteca foi enriquecida por saques de guerra (como os da Aragão e Milão) e a incorporação de bibliotecas privadas, como a de Luís XII. Francisco I, em 1534, transferiu o acervo para Fontainebleau, fundindo-o com sua biblioteca particular, período em que as encadernações artísticas tornaram-se um destaque do acervo.
Expansão e Institucionalização (Séculos XVII - XVIII)
Após diversas mudanças de local, a biblioteca foi movida para a Rue de la Harpe em 1622. Sob a gestão de Jacques Auguste de Thou, a coleção cresceu significativamente, tornando-se uma das mais ricas do mundo. O interesse do ministro Jean-Baptiste Colbert, sob o reinado de Luís XIV, foi fundamental para a expansão do acervo através de aquisições sistemáticas.

Em 1692, a biblioteca foi aberta ao público. No século XVIII, a instituição expandiu suas instalações para o antigo palácio do Cardeal Mazarin, após o colapso da Companhia do Mississippi de John Law em 1721. Durante a Revolução Francesa, a biblioteca foi protegida por figuras como Antoine-Augustin Renouard e Joseph Van Praet, evitando a destruição de grande parte de seu patrimônio.
Perguntas frequentes
O que é a Biblioteca Nacional da França (BnF)?
É a biblioteca nacional da França, responsável por coletar, conservar e disponibilizar todo o material publicado no país, servindo como a memória intelectual da nação.
Onde a BnF está localizada?
A instituição está sediada em Paris, operando principalmente em dois locais: o site Richelieu e o site François-Mitterrand.
Qual a diferença entre o site Richelieu e o site François-Mitterrand?
O site Richelieu abriga coleções especializadas e o Museu da BnF (antigo Cabinet des Médailles), enquanto o site François-Mitterrand é a sede principal e moderna da biblioteca.
Qualquer pessoa pode acessar a BnF?
Sim, a BnF é uma instituição pública que disponibiliza seus acervos para o público e pesquisadores, embora existam regras específicas de acesso para certas coleções.