História da Inglaterra

Acordo de Canterbury de 1264

Pontos principais

  • O acordo foi assinado entre 12 e 15 de agosto de 1264.
  • O documento visava formalizar o controle baronial sobre o governo de Henrique III após a Batalha de Lewes.
  • O rei Luís IX da França rejeitou os termos do acordo, considerando-os inaceitáveis para a autoridade real.
  • O colapso do governo baronial ocorreu em 1265, após a Batalha de Evesham.

O Acordo de Canterbury foi um documento diplomático e político firmado entre 12 e 15 de agosto de 1264, durante o conflito conhecido como a Segunda Guerra dos Barões na Inglaterra. O pacto representou uma tentativa da facção baronial, liderada por Simon de Montfort, de consolidar o controle sobre o governo de Henrique III e seu herdeiro, o futuro Eduardo I, após a vitória rebelde na Batalha de Lewes.

Contexto e Objetivos

O acordo sucedeu a Mise de Lewes, um tratado preliminar imposto ao rei logo após sua derrota militar em maio de 1264. Enquanto a Mise estabelecia termos iniciais de rendição, o Acordo de Canterbury buscou institucionalizar o poder do conselho baronial de forma mais permanente. Sob este novo arranjo, o governo era exercido por um triunvirato composto por Montfort, Gilbert de Clare (Conde de Gloucester) e Stephen Bersted (Bispo de Chichester), que nomeavam um conselho de nove membros para administrar o reino.

O documento estipulava que, caso as condições anteriores não fossem plenamente cumpridas, o conselho manteria o controle administrativo durante todo o restante do reinado de Henrique III e parte do reinado de seu filho, Eduardo. Além disso, o texto propunha reformas na administração real e na Igreja, com ênfase na exclusão de estrangeiros de cargos públicos.

Rejeição Internacional

Devido ao fato de Eduardo estar sob custódia dos barões, o acordo foi assinado sob evidente coação. Em 15 de agosto de 1264, os termos foram enviados ao rei Luís IX da França, que atuava como mediador. Luís IX, que já havia se oposto à Mise de Lewes, rejeitou categoricamente as novas exigências, declarando que preferiria realizar trabalhos rurais a aceitar um modelo de monarquia tão limitado.

Dissolução do Acordo

A intransigência de Luís IX e as tensões internas na coalizão baronial enfraqueceram a autoridade de Montfort. Em 1265, a aliança começou a colapsar com a deserção de Gilbert de Clare para o lado monarquista e a fuga de Eduardo de seu cativeiro. O governo baronial encerrou-se definitivamente em 4 de agosto de 1265, com a derrota e morte de Simon de Montfort na Batalha de Evesham, o que permitiu a restauração plena do poder de Henrique III.

Perguntas frequentes

Qual era o objetivo principal do Acordo de Canterbury?

O objetivo era consolidar o poder da facção baronial liderada por Simon de Montfort, limitando a autoridade do rei Henrique III e implementando reformas administrativas.

Por que o acordo foi considerado um documento sob coação?

O acordo foi firmado enquanto o príncipe Eduardo, herdeiro do trono, era mantido como refém pelos barões após a derrota real na Batalha de Lewes.

Qual foi a reação de Luís IX da França ao acordo?

Luís IX rejeitou o acordo de forma veemente, recusando-se a validar um sistema que, segundo ele, degradava a autoridade real.