The Future Fire: Revista de Ficção Científica Especulativa
Pontos principais
- Lançada em janeiro de 2005 por uma equipe anglo-americana.
- Foco em ficção especulativa, cyberpunk e fantasia sombria com ênfase em temas sociais.
- Publicou antologias diversas, incluindo obras sobre feminismo, questões trans e speculative noir.
A The Future Fire é uma revista digital de ficção científica e literatura especulativa, operada por uma equipe editorial conjunta entre o Reino Unido e os Estados Unidos. Lançada em janeiro de 2005, a publicação (ISSN 1746-1839) disponibiliza seus conteúdos em formatos HTML e PDF, mantendo tradicionalmente uma periodicidade de quatro edições anuais, embora tenha apresentado intervalos irregulares em períodos como 2006–2007 e 2010–2011.
Linha Editorial e Conteúdo
A revista foca em gêneros como a ficção especulativa, o cyberpunk e a fantasia sombria. Diferente da ficção científica "hard" (estritamente técnica), a The Future Fire prioriza temas sociais e políticos. Além da ficção, a publicação dedica espaço a ensaios e artigos sobre novos meios de comunicação, inteligência artificial e pós-humanismo.
No campo do não-ficção, a revista publicou entrevistas com figuras notáveis, como o autor Cory Doctorow e o cientista Kevin Warwick. Em 2010, a publicação destacou-se por lançar edições temáticas dedicadas à ficção científica feminista e queer.

Autores e Colaboradores
A revista serviu como plataforma para diversos escritores, incluindo nomes como Silvia Moreno-Garcia, Sarah Pinsker, Jo Walton e Lavie Tidhar. O aspecto visual da publicação contou com a colaboração de artistas como Martin Hanford e Tais Teng.
Além da publicação de textos, a The Future Fire promoveu competições literárias, como um concurso de flash fiction patrocinado pelo filme MirrorMask e um certame de escrita satírica baseado em linhas de assunto de e-mails de spam, julgado por Peter Tennant.

Antologias e Publicações
Sob o selo Futurefire.net Publications, a revista expandiu sua atuação para o mercado de livros, publicando diversas antologias:
- Outlaw Bodies (2012): Coeditada por Lori Selke, focada em corpos proibidos, deficiência, feminismo e questões trans.
- We See a Different Frontier (2013): Coeditada com Fabio Fernandes, financiada via crowdfunding (Peerbackers).
- Accessing the Future: Coeditada por Kathryn Allan e financiada via IndieGogo, recebendo crítica positiva da Publishers Weekly.
- TFF-X e Fae Visions of the Mediterranean: Lançadas entre o final de 2015 e o início de 2016.
- Making Monsters (2018): Antologia mista de ficção e ensaios sobre monstros clássicos, lançada em parceria com o Institute of Classical Studies.
- Noir Fire (2022): Coletânea de speculative noir, editada por Valeria Vitale.
Equipe Editorial
A gestão da revista é composta por:
- Djibril al-Ayad: Editor-geral.
- Regina de Burca: Editora associada.
- Valeria Vitale: Editora associada.
Perguntas frequentes
O que é a The Future Fire?
É uma revista online de ficção científica e literatura especulativa, fundada em 2005, que publica contos, artigos e críticas com foco em temas sociais e políticos.
Quais gêneros a revista prioriza?
A revista foca em ficção especulativa, cyberpunk e fantasia sombria, evitando a ficção científica puramente técnica (hard SF) em favor de abordagens sociais.
A The Future Fire publica apenas contos?
Não, a revista também publica não-ficção, incluindo entrevistas com especialistas em IA e pós-humanismo, além de ensaios sobre novos meios de comunicação.