Miguel Urbán Crespo
Pontos principais
- Cofundador do partido Podemos e membro proeminente da plataforma Anticapitalistas.
- Membro do Parlamento Europeu entre 2015 e 2024.
- Autor de livros sobre o fascismo e a ascensão da extrema direita na Espanha, especificamente sobre o partido Vox.
- Votou contra a resolução do Parlamento Europeu que defendia o armamento da Ucrânia em 2022.
Miguel Urbán Crespo (nascido em 26 de março de 1980) é um político e ativista espanhol, reconhecido por sua atuação na plataforma trotskista Anticapitalistas (anteriormente denominada Izquierda Anticapitalista) e por ter sido um dos cofundadores do partido Podemos. Urbán exerceu o cargo de membro do Parlamento Europeu entre 2015 e 2024, integrando o grupo político Esquerda Unida Europeia–Esquerda Verde Nórdica.
Biografia e Formação
Nascido em Madri, Urbán é filho de Luis Miguel Urbán Fernández, membro da Liga Comunista Revolucionária (trotskista), que foi vítima de tortura durante a ditadura franquista, especificamente sob a custódia de Billy el Niño. Miguel Urbán estudou História na Universidade Complutense de Madri (UCM), embora não tenha concluído a graduação. Em sua trajetória profissional inicial, trabalhou como bibliotecário na organização La Marabunta.

Trajetória Política
Início e Fundação do Podemos
Urbán iniciou sua atividade eleitoral em 2009, candidatando-se na 20ª posição da lista da Izquierda Anticapitalista-Revuelta Global para o Parlamento Europeu. Em 2011, liderou a lista da Izquierda Anticapitalista (IA) em Madri para o Congresso dos Deputados.
Entre 2013 e 2014, Urbán desempenhou um papel fundamental nas negociações com Pablo Iglesias para a concepção do projeto que viria a se tornar o Podemos. Em 17 de janeiro de 2014, ele participou da apresentação do manifesto Mover ficha, o texto fundacional do partido, no Teatro del Barrio, em Lavapiés.

Atuação no Parlamento Europeu
Eleito na lista do Podemos para as eleições europeias de 2014, Urbán assumiu o mandato de Deputado Europeu em 5 de março de 2015. Durante seu primeiro mandato, integrou o Comitê de Indústria, Pesquisa e Energia (ITRE) e o Comitê de Assuntos Exteriores (AFET), além de atuar na Subcomissão de Direitos Humanos (DROI) e em delegações relacionadas ao Magrebe e à União para o Mediterrâneo.
Reeleito em 2019 pela coalizão Unidas Podemos Cambiar Europa, Urbán continuou sua atuação no Parlamento Europeu até 2024. Neste segundo período, integrou o Comitê de Desenvolvimento (EVE), a Subcomissão DROI e as delegações para as relações com o Mercosul e a Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana.
Ruptura com o Podemos e Posicionamentos
Em fevereiro de 2020, Miguel Urbán deixou o Podemos juntamente com a plataforma Anticapitalistas, rompendo com a estrutura partidária para manter a independência de sua plataforma política.
Urbán é conhecido por posições críticas em relação a conflitos internacionais. Em 2 de março de 2022, foi um dos 13 deputados europeus que votaram contra a resolução que condenava a invasão russa da Ucrânia e defendia o armamento do país ucraniano. Além disso, em janeiro de 2023, manifestou-se publicamente sobre o escândalo Qatargate, sugerindo que a investigação deveria se estender ao Marrocos (um possível "Moroccogate") para garantir que interesses estrangeiros não influenciassem a atividade legislativa europeia.
Obras Publicadas
Urbán publicou obras focadas na análise da extrema direita na Espanha, incluindo:
- El viejo fascismo y la nueva derecha radical (2014)
- La emergencia de Vox. Apuntes para combatir a la extrema direita española (2020)
Perguntas frequentes
Quem é Miguel Urbán Crespo?
Miguel Urbán Crespo é um político e ativista espanhol, cofundador do Podemos e membro da plataforma trotskista Anticapitalistas.
Qual foi a função de Miguel Urbán no Parlamento Europeu?
Urbán foi Deputado Europeu entre 2015 e 2024, atuando em comitês de Indústria, Assuntos Exteriores, Direitos Humanos e Desenvolvimento, além de delegações com o Mercosul e a América Latina.
Por que Miguel Urbán deixou o Podemos?
Ele deixou o partido em fevereiro de 2020, juntamente com a plataforma Anticapitalistas, devido a divergências políticas e organizacionais.
Qual a posição de Miguel Urbán sobre a invasão da Ucrânia?
Em março de 2022, ele foi um dos poucos deputados europeus que votaram contra a resolução que condenava a invasão russa e apoiava o envio de armas para a Ucrânia.