Histórico e Operações da Louise Blouin Media
Pontos principais
- Fundada por Louise Blouin, operou publicações renomadas como Art+Auction e Modern Painters.
- Adquiriu a editora francesa Somogy e as bases de dados Art Sales Index e Gordon's.
- Enfrentou graves crises financeiras, incluindo processos de ex-executivos e falta de pagamento a centenas de freelancers.
- O portal digital Artinfo.com teve alcance global com edições em diversos países, incluindo o Brasil.
A Louise Blouin Media foi uma empresa de publicações de livros e revistas de arte sediada em Nova York. Fundada por Louise Blouin, a organização consolidou-se no mercado editorial especializado em artes visuais, operando diversos títulos e bases de dados até a cessação de várias de suas atividades principais por volta de 2020.
Estrutura e Publicações
A empresa iniciou suas operações sob a égide da LTB Holding Ltd., estabelecida em 2001, com a Louise Blouin Media sendo formalmente iniciada em 2003. Ao longo de sua trajetória, a editora adquiriu ou criou diversos títulos de relevância no setor, incluindo:
- Art+Auction
- Modern Painters
- Gallery Guide
- Museums
- Culture+Travel
Além das revistas, a empresa expandiu seu portfólio para o mercado de livros através da aquisição da editora francesa Somogy e integrou bases de dados especializadas, como o Art Sales Index e o Gordon's. No âmbito digital, a empresa lançou o portal artinfo.com em 2005, posteriormente renomeado para blouinartinfo.com, que contou com edições regionais em diversos países, incluindo Brasil, China, Reino Unido, Alemanha, Índia, Rússia, Canadá, Austrália e Hong Kong. Atualmente, o portal encontra-se inativo.
Evolução e Encerramentos
A trajetória da empresa foi marcada por ciclos de expansão e contração. Em 2006, a publicação Spoon, adquirida recentemente na época, foi encerrada. Posteriormente, em 2008, a revista Culture+Travel também deixou de circular.
Controvérsias e Crises Institucionais
A Louise Blouin Media enfrentou diversas disputas legais e crises de gestão, principalmente relacionadas a obrigações financeiras com colaboradores e questões editoriais.
Disputas Financeiras e Trabalhistas
A partir de 2010, surgiram denúncias sobre a falta de pagamento a redatores freelancers. Um grupo autodenominado WAAANKAA (Writers Angry At Artinfo Not Kidding Around Anymore) reivindicou publicamente pagamentos atrasados. Em 2014, ex-executivos processaram Louise Blouin exigindo cerca de US$ 250.000 em salários e comissões. Em 2016, relatos indicaram que aproximadamente 40 freelancers não haviam sido remunerados, com dívidas variando de US$ 500 a mais de US$ 20.000.
Crise de Gestão e Operacional
Em dezembro de 2013, o portal Artinfo.com demitiu abruptamente 26 funcionários internacionais. Em 2017, a empresa sofreu uma debandada de lideranças, incluindo a renúncia do presidente David Gursky e a saída dos editores-chefes de Modern Painters (Scott Indrisek) e de Blouin Lifestyle (Karen Quarles).
Durante esse período, surgiram relatos de que nomes de editores contribuintes eram omitidos dos mastheads para evitar a percepção de que a equipe era reduzida ou não remunerada. Além disso, o uso de assinaturas genéricas teria sido empregado para ocultar a terceirização de redações para o exterior. Em janeiro de 2017, reportou-se que cheques de funcionários estavam sem fundos, com a gestão financeira operando de forma precária através de transferências via PayPal para colaboradores insolventes.
Questões Jurídicas
Em dezembro de 2011, a empresa foi processada por difamação em um tribunal distrital dos Estados Unidos devido a um artigo publicado no blouinartinfo.com. O texto, escrito por Noah Charney, alegava que um especialista em arte forense fazia parte de uma família de falsificadores e que estaria plantando evidências em obras questionáveis.
Perguntas frequentes
Quais eram as principais publicações da Louise Blouin Media?
As principais revistas publicadas pela empresa incluíam Art+Auction, Modern Painters, Gallery Guide, Museums e Culture+Travel.
A Louise Blouin Media ainda opera seus portais digitais?
Não, o portal blouinartinfo.com (anteriormente artinfo.com), que era a face digital da empresa, encontra-se atualmente inativo.
Quais foram as principais controvérsias da empresa?
A empresa foi marcada por processos de difamação, demissões em massa e, principalmente, repetidas denúncias de falta de pagamento a freelancers e executivos.