História do 10º Esquadrão da Força Aérea Sul-Africana
Pontos principais
- Atuou na Segunda Guerra Mundial em funções de defesa costeira na África do Sul e operações de caça no Mediterrâneo.
- Operou aeronaves icônicas como o Supermarine Spitfire e o Curtiss P-40 Kittyhawk.
- Foi pioneiro no uso de drones (UAVs) na SAAF, operando o sistema Kentron Seeker em Angola entre 1987 e 1991.
O 10º Esquadrão foi uma unidade operacional da Força Aérea Sul-Africana (SAAF), com um histórico dividido em duas fases distintas: a atuação como esquadrão de caça e bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, como uma unidade especializada em veículos aéreos não tripulados (UAV) no final do século XX.

Atuação na Segunda Guerra Mundial
O esquadrão foi fundado em 1 de abril de 1939, em East London, inicialmente designado como 10º Esquadrão de Caça-Bombardeiro. Como parte da Active Citizen Force, a unidade estava sob o comando do Comando da Província Oriental.
Defesa Costeira e Ameaça Japonesa
Em fevereiro de 1942, a função da unidade retornou para a de esquadrão de caça, focando na defesa doméstica em Natal, operando aeronaves Hawker Fury sob o comando do Comando Costeiro da SAAF. Devido ao temor de que forças navais japonesas pudessem atacar rotas de navegação nas águas sul-africanas, o 10º Esquadrão, juntamente com o 6º Esquadrão, foi equipado com Curtiss Hawk Model 75 e, posteriormente, Curtiss P-40 Kittyhawk.
A unidade foi organizada de forma móvel e baseada no Campo Aéreo de Reunion, próximo a Durban, permitindo a rápida mobilização para aeródromos ao longo da costa. Com a redução da ameaça japonesa em julho de 1943, o esquadrão foi desativado.



Operações no Mediterrâneo e Oriente Médio
Reativado em 25 de maio de 1944, o esquadrão foi enviado para Almaza, na Síria, para treinamento e operações de caça com Supermarine Spitfire Mk. V. Em junho de 1944, a unidade moveu-se para a RAF Idku, no Delta do Nilo, assumindo patrulhas e escoltas de comboios.
Em agosto de 1944, as aeronaves foram atualizadas para o modelo Spitfire Mk. IX, com a missão de interceptações de alta altitude contra bombardeiros e aeronaves de reconhecimento. Em setembro, o esquadrão operou a partir de Luigi di Savoia, na Líbia, realizando missões sobre Creta e o Mar Egeu, além de patrulhas antissubmarino no Mediterrâneo Oriental. A unidade foi desativada em 31 de outubro de 1944, transferindo seus ativos para o 9º Esquadrão.


Reativação e a Era dos UAVs (1986–1991)
Em janeiro de 1986, o 10º Esquadrão foi reativado na Base Aérea de Potchefstroom, assumindo uma função tecnológica inovadora para a época: a operação de veículos aéreos não tripulados (UAV). A unidade foi equipada com o sistema Kentron Seeker, destinado ao reconhecimento e suporte de guiagem de armas de artilharia para o Corpo de Artilharia Sul-Africano.
O esquadrão operou dois modelos principais: o Seeker-P, utilizado para treinamento, e o Seeker-D, destinado a missões operacionais. A unidade foi implantada em Angola entre 1987 e 1991, participando ativamente da Operação Modular em 1987.

O esquadrão foi desativado definitivamente em 31 de março de 1991, quando o controle operacional e a implantação dos sistemas UAV foram transferidos para a empresa Kentron.
Resumo de Aeronaves Operadas
| Aeronave | Período de Operação |
|---|---|
| Hawker Fury | 1939–1942 |
| Curtiss Hawk Model 75 | 1942 |
| Curtiss P-40 Kittyhawk | 1943 |
| Supermarine Spitfire Mk. V | 1944 |
| Supermarine Spitfire Mk IX | 1944 |
| Kentron Seeker (UAV) | 1986–1991 |
Perguntas frequentes
Qual era a função do 10º Esquadrão na Segunda Guerra Mundial?
Inicialmente atuou como unidade de caça-bombardeiro e defesa costeira na África do Sul para conter ameaças japonesas, e posteriormente como esquadrão de caça no Oriente Médio e Mediterrâneo.
Quais aeronaves o esquadrão utilizou durante a guerra?
O esquadrão operou o Hawker Fury, Curtiss Hawk Model 75, Curtiss P-40 Kittyhawk, e as versões Mk. V e Mk. IX do Supermarine Spitfire.
O que foi a fase de UAV do 10º Esquadrão?
Entre 1986 e 1991, o esquadrão operou drones Kentron Seeker para reconhecimento e controle de fogo de artilharia, com implantações operacionais em Angola.