Publicação Acadêmica

Frontiers Media: Editora de Acesso Aberto

Pontos principais

  • A Frontiers Media foi fundada em 2007 por Kamila e Henry Markram na Suíça.
  • A editora utiliza o modelo de revisão por pares aberta, tornando públicos os nomes dos revisores.
  • Em 2022, a empresa contava com mais de 1.400 funcionários distribuídos em 14 países.
  • A editora utiliza o software AIRA para auxiliar na triagem e controle de qualidade de manuscritos.

A Frontiers Media SA é uma editora de periódicos científicos com sede em Lausanne, na Suíça, especializada em publicações de acesso aberto (open access). Fundada em 2007 por Kamila e Henry Markram, a organização opera em diversas áreas do conhecimento, incluindo ciência, tecnologia e medicina.

Histórico e Desenvolvimento

A trajetória da editora teve início com o lançamento do periódico Frontiers in Neuroscience em 2007. Ao longo dos anos, a empresa expandiu significativamente seu portfólio, alcançando mais de 230 periódicos até 2024. Em 2013, o Nature Publishing Group (atualmente Nature Research) adquiriu uma participação majoritária na empresa, uma colaboração que se encerrou em 2015.

A empresa também desenvolveu plataformas de rede social para pesquisadores, como o Frontiers Research Network, lançado em 2012, e o Loop, introduzido em 2015 para facilitar a integração de perfis acadêmicos e a sincronização com o ORCID.

Modelo Editorial e Tecnologia

Os periódicos da Frontiers utilizam o modelo de revisão por pares aberta (open peer review), no qual os nomes dos revisores de artigos aceitos são divulgados publicamente. Todo o conteúdo é publicado sob a licença Creative Commons Attribution.

Para auxiliar na gestão editorial, a empresa implementou o Artificial Intelligence Review Assistant (AIRA) em 2020. Esta ferramenta automatizada auxilia na identificação de conflitos de interesse, avaliação de qualidade de manuscritos e recomendação de editores e revisores. Além disso, a Frontiers participa de iniciativas como o STM Integrity Hub, voltado ao combate a fraudes em publicações acadêmicas.

Controvérsias e Avaliações

A qualidade do rigor editorial da Frontiers tem sido objeto de debates na comunidade científica. Em 2015, a editora foi incluída em listas de publicadores predatórios, uma classificação que gerou controvérsias significativas. No Índice Científico Norueguês, a editora possui uma classificação institucional de "nível 0", embora diversos de seus periódicos individuais possuam avaliações distintas, variando entre os níveis 1 e 2, que indicam padrões acadêmicos aceitos.

Perguntas frequentes

O que é o modelo de publicação da Frontiers Media?

A Frontiers Media opera sob um modelo de acesso aberto, onde todos os artigos publicados estão disponíveis gratuitamente sob a licença Creative Commons Attribution.

Como funciona a revisão por pares na Frontiers?

A editora utiliza o sistema de revisão por pares aberta, o que significa que os nomes dos revisores que aprovaram o artigo são publicados juntamente com o trabalho final.

A Frontiers Media é considerada uma editora predatória?

A questão é controversa. Embora tenha sido classificada como tal por alguns observadores no passado, a editora mantém periódicos listados em índices acadêmicos reconhecidos, com avaliações que variam conforme o periódico específico.