Biografias

Frank Hole: Contribuições à Arqueologia do Oriente Próximo

Pontos principais

  • Especialista em arqueologia do Oriente Próximo e pré-história do Irã.
  • Professor Emérito da Universidade de Yale e ex-chefe da antropologia no Museu Peabody.
  • Pioneiro nos estudos sobre a domesticação de plantas e animais nas Montanhas Zagros.
  • Realizou trabalhos fundamentais de etnoarqueologia com os pastores Luri no Irã.

Frank Hole (nascido em 1931) é um arqueólogo estadunidense especializado no Oriente Próximo, amplamente reconhecido por suas pesquisas sobre a pré-história do Irã, as origens da produção de alimentos e a arqueologia do nomadismo pastoral. Ele é Professor Emérito de Antropologia C. J. MacCurdy na Universidade de Yale.

Formação Acadêmica e Carreira

Hole iniciou seus estudos no Cornell College, onde obteve seu bacharelado em 1953. Posteriormente, frequentou a Universidade de Harvard entre 1957 e 1958, e a Universidade de Chicago, onde concluiu seu mestrado em 1958 e seu doutorado em 1961.

Sua trajetória profissional docente começou na Universidade Rice, onde atuou de 1961 a 1980, tornando-se professor titular em 1968. Em 1980, ingressou na Universidade de Yale, assumindo a posição de Professor de Antropologia C. J. MacCurdy entre 1996 e 2005. Durante esse período, também chefiou a divisão de antropologia do Museu Peabody (1996–2005). Após sua aposentadoria em 2005, foi nomeado cientista sênior de pesquisa e professor emérito.

Ao longo de sua carreira, Hole exerceu professorados visitantes na Universidade do Colorado (1971), na própria Yale (1972–1973) e na Universidade Masaryk.

Reconhecimentos e Honrarias

Devido à sua influência na área, Frank Hole foi eleito membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) em 1966, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos em 1981 e da Academia de Ciência e Engenharia de Connecticut em 1983. Em 2007, recebeu o prêmio de conquista vitalícia da Sociedade de Arqueologia Americana e, em 2011, foi laureado com o Prêmio Internacional Farabi.

Pesquisas sobre a Pré-história Iraniana

Durante seu período na Universidade de Chicago, Hole foi aluno de Robert Braidwood, pesquisador focado nas origens da produção de alimentos no sudoeste da Ásia. Em 1959, devido à instabilidade política que impediu o retorno de Braidwood às escavações em Jarmo, no Curdistão iraquiano, a equipe deslocou-se para a região das Montanhas Zagros, no Irã.

Hole integrou a equipe que realizou os primeiros levantamentos sistemáticos da pré-história precoce no Irã, especificamente na região de Kermanshah, em 1959. No ano seguinte, participou de escavações em locais como Asiab, Sarab e Warwasi.

Após a partida de Braidwood para o sudeste da Turquia, Hole e Kent Flannery continuaram os trabalhos no oeste do Irã. Entre 1961 e 1965, a dupla realizou diversos levantamentos em Lurestão e Khuzestão, escavando sítios como Gar Arjeneh, Yafteh, Pasangar, Ghamari, Kunji Cave, Ali Kosh e, em colaboração com James Neely, Tepe Sabz. As descobertas nesses locais forneceram, na época, algumas das evidências mais antigas do mundo sobre a domesticação de plantas e animais.

Estudos sobre Nomadismo Pastoral

Além de suas contribuições para a pré-história, Frank Hole é pioneiro na arqueologia de nômades pastoris no Oriente Próximo. Seu trabalho destaca-se especialmente pela etnoarqueologia realizada com os pastores Luri, no oeste do Irã, buscando compreender a relação entre a mobilidade humana e a transformação da paisagem.

Perguntas frequentes

Quem é Frank Hole?

Frank Hole é um arqueólogo americano e Professor Emérito da Universidade de Yale, conhecido por suas pesquisas fundamentais sobre a pré-história do Irã e as origens da agricultura.

Qual a importância das pesquisas de Frank Hole no Irã?

Hole, junto com Kent Flannery, descobriu evidências precoces de domesticação de plantas e animais em sítios como Ali Kosh e Gar Arjeneh, contribuindo para a compreensão da transição para a produção de alimentos no Oriente Próximo.

O que Hole estudou sobre o nomadismo pastoral?

Ele desenvolveu estudos etnoarqueológicos com os pastores Luri no oeste do Irã para entender como os nômades pastoris utilizam e modificam o ambiente ao longo do tempo.