Tecnologia de Áudio

Disco Flexível

Pontos principais

  • Fabricado em vinil fino e flexível, permitindo que fosse encadernado em revistas.
  • Exigia frequentemente o uso de uma moeda como peso para garantir a rotação estável no toca-discos.
  • Alcançou recordes de tiragem, como a edição de baleias jubarte da National Geographic em 1979.
  • Foi utilizado para distribuir software de computador via áudio antes da popularização de mídias digitais.

O disco flexível (também conhecido como flexi disc, phonosheet ou soundsheet) é um tipo de disco de fonógrafo fabricado a partir de uma folha fina e flexível de vinil, com sulcos espirais moldados para a reprodução de áudio em toca-discos convencionais.

Características Técnicas e Funcionamento

Diferente dos discos de vinil tradicionais, que são rígidos e densos, o disco flexível é produzido com uma massa significativamente menor. Essa característica resultava em um problema técnico comum: o peso da agulha do toca-discos, combinado com a baixa massa do disco, podia causar a interrupção da rotação ou fazer com que o disco ficasse preso sob a agulha.

Para mitigar esse problema, a maioria dos discos flexíveis possuía um ponto marcado em sua face para a colocação de uma moeda ou outro objeto pequeno e plano para servir de peso, aumentando a fricção com a superfície do toca-discos e garantindo uma rotação consistente. Em casos onde a superfície do prato do toca-discos não era perfeitamente plana, recomendava-se a colocação do disco flexível sobre um disco de vinil de tamanho normal.

Histórico e Aplicações Comerciais

Os discos flexíveis foram introduzidos comercialmente como Eva-tone Soundsheet em 1962. Devido ao seu baixo custo de produção, tornaram-se populares como brindes em revistas, livros de instrução musical e materiais impressos, permitindo a inclusão de som sem a necessidade de encadernações rígidas.

Uso em Publicações e Mídia

  • Japão: A partir do início da década de 1960, a revista Asahi Sonorama publicava mensalmente o Sonosheet, um disco flexível inserido na publicação.
  • National Geographic: A revista utilizou o formato para fins educativos e documentais, como a gravação do funeral de Sir Winston Churchill em 1965 e as canções de baleias jubarte em 1979. Esta última teve uma tiragem de 10,5 milhões de cópias, tornando-se, na época, a maior tiragem de um único disco.
  • Revista MAD: Durante a década de 1970, a revista MAD incluiu discos flexíveis em edições especiais para dramatizações e músicas satíricas, incluindo discos com sulcos concêntricos que reproduziam versões diferentes da mesma música dependendo de onde a agulha era posicionada.

Uso por Artistas e Grupos Musicais

Os Beatles utilizaram o formato entre 1963 e 1969 para enviar gravações especiais de Natal aos membros de seu fã-clube, explorando, em algumas edições, experimentações sonoras e mensagens personalizadas.

Transição para a Era Digital e Status Atual

A partir do final da década de 1970, o formato começou a ser utilizado por revistas de computação para fornecer software em forma de áudio (entre 1979 e 1986). O usuário deveria gravar o áudio em uma fita cassete para, posteriormente, carregá-lo no computador.

Embora o advento do Compact Disc (CD) e da internet tenha tornado o disco flexível amplamente obsoleto para fins comerciais de massa, ele ainda é produzido ocasionalmente como item de colecionador ou brinde promocional. Empresas como a Pirates Press em San Francisco e a Third Man Records continuam a produzir exemplares limitados do formato para fins artísticos e de marketing.

Perguntas frequentes

O que é um disco flexível?

É um disco de fonógrafo feito de uma folha fina de vinil, projetado para ser reproduzido em toca-discos comuns, mas com a característica de ser flexível e de baixo custo.

Por que era necessário colocar uma moeda sobre o disco flexível?

Devido à sua baixa massa, o peso da agulha do toca-discos poderia fazer o disco parar de girar ou deslizar. A moeda servia como peso adicional para aumentar a fricção com o prato do toca-discos.

Para que serviam os discos flexíveis em revistas de computação?

Eles eram usados para distribuir programas de computador. O usuário gravava o som do disco no áudio de uma fita cassete, que então era lida pelo computador.

O disco flexível ainda é produzido hoje em dia?

Sim, embora não seja mais um formato comercial de massa, algumas empresas independentes e selos musicais, como a Third Man Records, produzem edições limitadas para colecionadores.