Associação Psicanalítica Americana
Pontos principais
- Fundada em 1911 por Ernest Jones com apoio de Sigmund Freud.
- Manteve a exclusividade para médicos em sua membresia até 1989.
- Atualmente conta com mais de 3.000 membros, incluindo psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais.
- Pediu desculpas formalmente em 2019 por ter classificado a homossexualidade como doença mental.
A Associação Psicanalítica Americana (APsA) é uma organização científica e profissional composta por psicanalistas nos Estados Unidos. A associação dedica-se primordialmente à educação, à pesquisa e ao desenvolvimento de seus membros, atuando como um órgão regulador e de fomento para a prática psicanalítica no país.
Estrutura e Membresia
A APsA possui uma rede abrangente que inclui 34 institutos de treinamento e 38 sociedades afiliadas. A organização conta com mais de 3.000 membros, abrangendo diversas especialidades da saúde mental, como psiquiatras, psicólogos clínicos, psicólogos experimentais e assistentes sociais. Além disso, profissionais de saúde mental, acadêmicos e pesquisadores que não possuam vínculo com institutos ou sociedades psicanalíticas podem ingressar como membros associados.
A troca de conhecimentos ocorre principalmente durante as reuniões bianuais da associação, realizadas em fevereiro e junho, onde os membros apresentam pesquisas, discutem metodologias de treinamento e debatem questões administrativas e de membresia.
História e Fundação
Fundada em 1911, a APsA foi estabelecida pelo neurologista e psicanalista galês Ernest Jones, contando com o apoio direto de Sigmund Freud. Entre os demais fundadores figuram nomes como Adolf Meyer, James Jackson Putnam, G. Lane Taneyhill, John T. MacCurdy, Trigant Burrow e G. Alexander Young.
A organização é a segunda instituição psicanalítica mais antiga dos Estados Unidos, sendo precedida por poucos meses pela Sociedade Psicanalítica de Nova York, fundada por Abraham Arden Brill.
Evolução dos Critérios de Admissão
Desde a sua fundação em 1911 até 1989, a membresia da APsA era restrita exclusivamente a médicos. Essa política foi influenciada por A. A. Brill, que defendia que a psicanálise só seria aceita nos Estados Unidos se fosse apresentada como um tratamento para distúrbios médicos.
Essa restrição persistiu mesmo após a psicologia clínica ter sido reconhecida como profissão de saúde, resultando na exclusão de psicólogos clínicos e outros profissionais de saúde do treinamento nos institutos aprovados pela APsA. Durante e após a Segunda Guerra Mundial, surgiram programas de treinamento externos, mas seus graduados — inclusive médicos — eram impedidos de ingressar na associação.
A mudança ocorreu na década de 1980, quando membros da Associação Americana de Psicologia (APA) moveram uma ação judicial contra a APsA. Em 1989, a APsA, em conjunto com a Associação Psicanalítica Internacional e a Sociedade e Instituto Psicanalítico de Nova York, concordou em admitir não médicos para treinamento sob as mesmas bases aplicadas aos médicos.
Relação com a Comunidade LGBTQ+
A trajetória da APsA em relação à diversidade sexual passou por transformações significativas:
- 1991: A associação emitiu uma declaração permitindo a formação de psicanalistas homossexuais.
- 1992: Foi proibida a discriminação contra pessoas gays na seleção de docentes.
- 2019: A APsA emitiu um pedido formal de desculpas por ter tratado a homossexualidade como uma doença mental no passado.
Perguntas frequentes
O que é a Associação Psicanalítica Americana (APsA)?
É uma organização profissional e científica de psicanalistas nos EUA focada em educação, pesquisa e desenvolvimento profissional.
Quem fundou a APsA?
A associação foi fundada em 1911 por Ernest Jones, com o apoio de Sigmund Freud e outros fundadores como Adolf Meyer e James Jackson Putnam.
Quem pode ser membro da APsA atualmente?
A membresia é aberta a psiquiatras, psicólogos clínicos, psicólogos experimentais, assistentes sociais e outros profissionais de saúde mental, acadêmicos e pesquisadores.
Por que a APsA restringiu a entrada de não médicos até 1989?
Acreditava-se, seguindo a visão de A. A. Brill, que a psicanálise teria maior aceitação nos EUA se fosse apresentada estritamente como um tratamento médico.