Cinema

A Coisa Linda que Vive na Casa: Terror Gótico e Atmosfera

Pontos principais

  • Dirigido e escrito por Osgood Perkins, explorando temas de luto e memória.
  • Estreou no Festival de Toronto (TIFF) em 2016 antes do lançamento global via Netflix.
  • A trama utiliza a metalinguagem, fundindo a vida de uma escritora de horror com os eventos sobrenaturais da casa.
  • O elenco conta com Ruth Wilson e Paula Prentiss, sendo esta última um retorno significativo ao cinema após décadas.

A Coisa Linda que Vive na Casa (título original: I Am the Pretty Thing That Lives in the House) é um longa-metragem de terror sobrenatural e gótico lançado em 2016, escrito e dirigido por Osgood Perkins. O filme é caracterizado por sua abordagem minimalista e foco intenso na atmosfera, explorando temas de memória, luto e a natureza cíclica do trauma.

Pôster do filme A Coisa Linda que Vive na Casa
Pôster oficial da produção dirigida por Osgood Perkins.

Enredo

A trama acompanha Lily Saylor (Ruth Wilson), uma enfermeira contratada para cuidar de Iris Blum (Paula Prentiss), uma escritora de horror aposentada que sofre de demência e vive em uma residência isolada em Braintree, Massachusetts. A casa possui um histórico sombrio: foi construída para uma noiva que desapareceu misteriosamente com seu marido no dia do casamento, deixando a propriedade sem mobília.

À medida que Lily se estabelece na rotina de cuidados, ela começa a notar fenômenos inexplicáveis. Forças invisíveis manipulam objetos, figuras vestidas de branco são vistas caminhando de costas e manchas de mofo negro começam a se espalhar pelas paredes. Lily descobre que Iris frequentemente a chama de "Polly", a protagonista do livro mais famoso da escritora, The Lady in the Walls (A Dama nas Paredes).

Ao ler a obra, Lily percebe que a história de Polly parece ser um relato real de um crime ocorrido na própria casa. Em 1812, Polly foi brutalmente assassinada por seu marido com um martelo e seu corpo foi ocultado atrás de uma parede. A conexão entre a ficção de Iris e a realidade da casa culmina em um desfecho trágico, onde a própria Lily se torna parte do ciclo de assombrações da residência.

Produção e Desenvolvimento

O diretor Osgood Perkins revelou que a concepção original da história envolvia a filha de um romancista de horror, mas a narrativa evoluiu para a estrutura final. A escolha do elenco foi influenciada por conexões pessoais; Paula Prentiss, amiga da família e colega de trabalho do pai de Perkins, Anthony Perkins, foi a única escolha do diretor para o papel de Iris.

Em entrevista ao podcast Post Mortem, em 2020, Perkins afirmou que a natureza temática do filme reflete seus próprios esforços pessoais de conexão com seu falecido pai, transformando a obra em um exercício de luto e memória.

Elenco Principal

Ator/AtrizPersonagem
Ruth WilsonLily Saylor
Paula PrentissIris Blum
Bob BalabanSr. Waxcap
Lucy BoyntonPolly Parsons

Recepção Crítica

O filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 10 de setembro de 2016 e foi lançado globalmente pela Netflix em 28 de outubro do mesmo ano. A recepção foi mista, porém inclinada ao positivo, especialmente no que diz respeito à estética visual.

  • Rotten Tomatoes: O filme detém uma aprovação de 59% baseada em 22 críticas.
  • Metacritic: Possui uma pontuação de 68/100, indicando "críticas geralmente favoráveis".

Críticos como Stephen Dalton, do The Hollywood Reporter, descreveram a obra como um "horror vintage elegante com sabor literário", comparando a direção de Perkins a cineastas como David Lynch e Stanley Kubrick. Por outro lado, Nigel M. Smith, do The Guardian, criticou a falta de uma narrativa substancial, afirmando que a tensão se dissipa à medida que a trama avança.

Perguntas frequentes

Qual é a premissa de A Coisa Linda que Vive na Casa?

O filme segue uma enfermeira que cuida de uma escritora de horror com demência em uma casa assombrada, onde a linha entre a ficção dos livros da paciente e a realidade começa a desaparecer.

Quem dirigiu o filme?

O filme foi escrito e dirigido por Osgood Perkins.

Qual a relação entre o filme e a vida pessoal do diretor?

Osgood Perkins afirmou que o filme reflete suas tentativas de se conectar com seu pai falecido, Anthony Perkins.

Onde o filme foi lançado?

Após a estreia no TIFF, o filme foi distribuído mundialmente pela Netflix em outubro de 2016.